Em Elvas entusiasmada a entusiasmar
É um corta-mato muito especial o que o Clube de Futebol Os Elvenses organiza há 15 anos no início de Dezembro no Parque da Piedade. Começou por ser uma sentida homenagem ao João Conceição, o filho mais novo do António Conceição que faleceu num acidente de viação quando se dirigia, julgo que em 1991 se não me atraiçoa a memória, para a S. Silvestre de Avis. Partia e acabava no Parque da Piedade mas contornava o Parque de Campismo, pela lavrada e houve edições verdadeiramente difíceis, pois o Conceição não tinha cuidado nenhum a escolher o circuito e como estava o terreno era como tínhamos de correr nele. Em Outonos chuvosos era de fugir … Agora a prova já não se chama Memorial João Conceição - este ano nem vi por lá o Conceição nem a Paula deviam andar nos seus mil e um afazeres, um beijinho na mesma! - limita-se à zona central do Parque da Piedade e quase que o podemos considerar um corta-mato … em pista coberta, pois para a prova feminina nem chega a atingir a distância curta (ainda bem!) e é totalmente plano. Quem gosta são os espectadores porque, sem trabalho nenhum, podem ver a prova toda ao pormenor. Por lá andei toda entusiasmada a entusiasmar os cada vez mais numerosos membros da minha equipa, o ACP - Atletismo Clube de Portalegre, e também a puxar pelos outros, coisa que faço há já 29 anos, tantos quantos os que levo de prática da mesma. Claro que também corri e … nada mal. Ainda deu para um 2º lugar absoluto, numa concorrida prova feminina, atrás da elvense Raquel Trabuco. Deixo uma foto e um filmezito do João Carlos que, mesmo sem correr, bem que se cansa a por os outros a correr e a promover-nos a todos.
A primeira vez que corri em Jarandilla de la Vera, em 2003, foi uma revelação. Estava então em excelente forma e venci a prova em 1h24m43 s (bem atestada com a 1h17m52s que fiz em Sevilha 3 semanas depois). Voltei em 2004, menos bem, e concluí 4ª com 1h27m52s. Depois, bem, começaram os meus problemas com as subidas (e descidas!) pronunciadas e julguei já não voltar a poder competir em Jarandilla. Mas … quem sonha … e tenta … e não desespera … sempre alcança! Penamacor deu boas indicações. Os treinos seguintes confirmaram e …. vamos lá a experimentar! E assim aconteceu. No dia 25 completei uma das excelentes meias-maratonas que se organizam em Espanha. Difícil mas com um cenário magnífico e um ambiente fantástico. Deixo a hiperligação para o


É como um quadro. Cada pincelada conta para o efeito que provoca no observador. Uma competição de atletismo é como um quadro para quem nela participa e, o que conta menos, é a competição. É a pincelada da viagem de ida debaixo de uma chuvada por momentos diluviana numa tarde de Agosto. É a tonalidade de um fim de tarde no centro de uma pequena cidade espanhola em dia de San Bartolomé. É o reencontrar de uma amiga de muitas corridas, Ana Belén Fernandez, como alcaidesa de La Serena. É o ser recebida com um melão, uma melancia, pêssegos, ameixas e um montão de sorrisos. É o vislumbrar o fim do dia e o início da … corrida de 21, 1 Km na terra de Pedro de Valdívia (ver post de dia 14). É o sentir-me a fazer de novo uma meia-maratona sem dores …. mas ainda com muita
falta de força. É o passar pelas avenidas repletas de público animando e com as crianças de mão estendida para que as toquemos. É o ânimo que o filho nos dá quando nos vislumbra na frente da corrida após uma espera sempre ansiosa de muitos minutos. É o subir a um pódio por entre melancias de 51 Kg! É o merendar no parque com os amigos por entre toneladas de lixo … que nem tudo é bonito em Espanha. Estas foram algumas das pinceladas de ontem em Villanueva de la Serena no quadro que constituiu a participação (com vitória absoluta) na I Media Maratón del Melón. Um quadro cheio de vida. O quadro que eu quero sempre ver em frente de mim e dos meus. 
D. Branca - a tal beleza que fez perder a cabeça ao D. Garcia - se dedicasse às corridas, quem corria, pelos vistos pouco tanto que foi apanhado, era o D. Garcia. Os tempos são outros e se não corre a D. Branca corri eu a 3ª edição da Rota dos Fósseis, uma simpática corrida de 5 Km ao redor da localidade e que me fez contradizer mais depressa do que supunha. Que já não fazia corrida em montanha e faltei mesmo ao Nacional da semana passada! Pois bem, hoje foi montanha a sério e, sobretudo, uma passeata muito interessante que até meteu uma ida à típica Monsanto, o que nunca
tinha calhado. Já não vi por lá o mauzinho do Governador que não gostou de ver a filha raptada mas pude constatar como apesar de tudo tanta gente tenta resistir a esta tentativa de desertificação do país que parece ser a imagem de marca dos nossos actuais governantes! Mas quem sobe pela Penha Garcia como eu subi hoje e vê os fósseis que eu não consegui ver mas devia ter visto tem a perspectiva daquilo que é realmente intemporal. O interior de Portugal não há-de ficar ao abandono, havemos de resistir e repovoá-lo, nem que para isso tenhamos, em algum momento, que cortar o braço … direito … a alguém … e obrigá-lo a trabalhar mais com o … esquerdo! Desabafos à parte hoje não faço a propaganda de Portalegre, hoje proponho-vos uma ida à Beira Baixa e uma visita a esta agradável região. Deixo aqui a hiperligação para uma série de 