S. Silvestre do Crato … a renovar gerações!

Alinhámos de novo numa corrida de S. Silvestre hoje no Crato. Foi a 10ª edição de uma prova que vem em crescendo e que, apesar de ser “às voltinhas”, vem sendo organizada pelo Município local com alguns pormenores que cativam a participação. Houve novos pormenores na edição de 2007 um dos quais foi o de termos a presença do nosso técnico João Carlos quase sempre atrás das fitas a animar-nos, após anos e anos a animar os outros! Também já merecíamos um técnico a tempo inteiro para o clube nas provas e os resultados demonstram isso mesmo, com o nosso ACP cada vez melhor, maior e com um espírito positivo reforçado. Por mim ando entusiasmadíssima a entusiasmar e apesar de já não dar luta às primeiras (hoje fui 7ª, ainda assim 1ª veterana) vou-me divertindo com todos os pormenores, nomeadamente as provas dos mais jovens, tanto mais que o meu filhote anda também todo o divertido a crescer neste ambiente recomendável. Vamos pois em frente sempre com o mesmo espírito: correr, motivar outros para correrem também, rir com umas boas gargalhadas que a vida é para ser vivida em comunhão de princípios com os outros. Excelente o ambiente na nossa equipa. Cada prova é uma festa! Valeu bem a pena tanto semear para agora colhermos! Até dia 29 … em Avis!
É um corta-mato muito especial o que o Clube de Futebol Os Elvenses organiza há 15 anos no início de Dezembro no Parque da Piedade. Começou por ser uma sentida homenagem ao João Conceição, o filho mais novo do António Conceição que faleceu num acidente de viação quando se dirigia, julgo que em 1991 se não me atraiçoa a memória, para a S. Silvestre de Avis. Partia e acabava no Parque da Piedade mas contornava o Parque de Campismo, pela lavrada e houve edições verdadeiramente difíceis, pois o Conceição não tinha cuidado nenhum a escolher o circuito e como estava o terreno era como tínhamos de correr nele. Em Outonos chuvosos era de fugir … Agora a prova já não se chama Memorial João Conceição - este ano nem vi por lá o Conceição nem a Paula deviam andar nos seus mil e um afazeres, um beijinho na mesma! - limita-se à zona central do Parque da Piedade e quase que o podemos considerar um corta-mato … em pista coberta, pois para a prova feminina nem chega a atingir a distância curta (ainda bem!) e é totalmente plano. Quem gosta são os espectadores porque, sem trabalho nenhum, podem ver a prova toda ao pormenor. Por lá andei toda entusiasmada a entusiasmar os cada vez mais numerosos membros da minha equipa, o ACP - Atletismo Clube de Portalegre, e também a puxar pelos outros, coisa que faço há já 29 anos, tantos quantos os que levo de prática da mesma. Claro que também corri e … nada mal. Ainda deu para um 2º lugar absoluto, numa concorrida prova feminina, atrás da elvense Raquel Trabuco. Deixo uma foto e um filmezito do João Carlos que, mesmo sem correr, bem que se cansa a por os outros a correr e a promover-nos a todos.
A primeira vez que corri em Jarandilla de la Vera, em 2003, foi uma revelação. Estava então em excelente forma e venci a prova em 1h24m43 s (bem atestada com a 1h17m52s que fiz em Sevilha 3 semanas depois). Voltei em 2004, menos bem, e concluí 4ª com 1h27m52s. Depois, bem, começaram os meus problemas com as subidas (e descidas!) pronunciadas e julguei já não voltar a poder competir em Jarandilla. Mas … quem sonha … e tenta … e não desespera … sempre alcança! Penamacor deu boas indicações. Os treinos seguintes confirmaram e …. vamos lá a experimentar! E assim aconteceu. No dia 25 completei uma das excelentes meias-maratonas que se organizam em Espanha. Difícil mas com um cenário magnífico e um ambiente fantástico. Deixo a hiperligação para o
Não, os 

É como um quadro. Cada pincelada conta para o efeito que provoca no observador. Uma competição de atletismo é como um quadro para quem nela participa e, o que conta menos, é a competição. É a pincelada da viagem de ida debaixo de uma chuvada por momentos diluviana numa tarde de Agosto. É a tonalidade de um fim de tarde no centro de uma pequena cidade espanhola em dia de San Bartolomé. É o reencontrar de uma amiga de muitas corridas, Ana Belén Fernandez, como alcaidesa de La Serena. É o ser recebida com um melão, uma melancia, pêssegos, ameixas e um montão de sorrisos. É o vislumbrar o fim do dia e o início da … corrida de 21, 1 Km na terra de Pedro de Valdívia (ver post de dia 14). É o sentir-me a fazer de novo uma meia-maratona sem dores …. mas ainda com muita
falta de força. É o passar pelas avenidas repletas de público animando e com as crianças de mão estendida para que as toquemos. É o ânimo que o filho nos dá quando nos vislumbra na frente da corrida após uma espera sempre ansiosa de muitos minutos. É o subir a um pódio por entre melancias de 51 Kg! É o merendar no parque com os amigos por entre toneladas de lixo … que nem tudo é bonito em Espanha. Estas foram algumas das pinceladas de ontem em Villanueva de la Serena no quadro que constituiu a participação (com vitória absoluta) na I Media Maratón del Melón. Um quadro cheio de vida. O quadro que eu quero sempre ver em frente de mim e dos meus.